terça-feira, 18 de março de 2014




A Educação Escolar de Pessoas com Surdez – Atendimento Educacional Especializado em Construção.


 

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 A educação escolar de pessoas com surdez há séculos enfrenta uma discussão entre gestualistas e oralistas, responsabilizando o sucesso ou o fracasso desta educação, com base nas práticas pedagógicas específicas.

De um lado os gestualistas defendendo que língua a ser utilizada seja a de sinais e de outro lado os oralistas defendendo a língua portuguesa, essas discussões ficam centradas na aceitação de apenas uma língua.

A Política Nacional de Educação Especial, na Perspectiva Inclusiva prevê o ensino para todos, pois como afirma ( DAMÁZIO e FERREIRA), “ por mais que diferentes nós humanos sejamos, sempre nos igualamos na convivência, na experiência, nas relações, enfim, nas interações, por sermos humanos”, não podemos ver a pessoa com surdez como deficiente, pois ela não é, mas tem perda auditiva, ou seja, possui surdez o que a limita mas existe a potencialidade biológica integrando-o como pessoa capaz de consciência, pensamento e linguagem.

Devemos deixar claro que a Perspectiva Inclusiva rompe barreiras, quebra preconceitos, por isso as pessoas com surdez necessitam de ambientes que exercitam o pensamento. São pessoas que raciocinam e necessitam de locais estimulativos para a sua aprendizagem, sendo o foco principal do fracasso escolar das pessoas com surdez, não o uso dessa ou daquela língua, mas a qualidade e a eficiência das práticas pedagógicas.

A abordagem bilíngue é aplicada e obrigatória a partir do Decreto 5626 de 5 de Dezembro de 2005, que determina o direito de uma educação que garanta a formação da pessoa com surdez, em que a língua  brasileira de sinais e a língua portuguesa, preferencialmente na modalidade escrita constituam línguas de instrução e que o acesso as duas línguas ocorra de forma simultânea na escola, colaborando para o desenvolvimento do processo escolar.

Nesse contexto é que legitimamos o desenvolvimento do A.E.E. pessoa com surdez , que tem como função organizar o trabalho complementar para a classe comum, com vistas a autonomia e a independência social, afetiva, cognitiva da pessoa com surdez na escola e fora dela, partindo do diagnóstico inicial do aluno e sendo dividido em três momentos didáticos pedagógicos: A.E.E. em libras, A.E.E. de libras e o A.E.E. para o ensino da língua portuguesa escrita.

Vale lembrar que a educação no A.E.E. pessoa com surdez deve estar pautado para preparar o indivíduo para a coletividade, superando e rompendo barreiras, respeitando as diferenças dentro e fora da escola.

 

Referência Bibliográfica:

DAMÁZIO, M. F. M.; FERREIRA, J. Educação Escolar de Pessoas com Surdez – Atendimento Educacional Especializado em Construção. Revista Inclusão: Brasília: MEC,V.5, 2010. P. 46-57.